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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010, 10:38:47

Funcionário de carreira, Barreto assume Justiça

Funcionário de carreira do Ministério da Justiça há 20 anos, o economista e advogado Luiz Paulo Teles Barreto assumirá o comando da pasta semana que vem, no lugar de Tarso Genro, que concorrerá ao governo do Rio Grande do Sul.



Especialista em situação jurídica de estrangeiros, Barreto, de 46 anos, é o presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão que ajudou a criar. Ele foi contra a concessão de refúgio para o italiano Cesare Battisti, posição vencedora na comissão, mas que foi desconsiderada por Tarso.



Barreto teve papel importante na polêmica que envolveu o jornalista norte-americano Larry Rother, ex-correspondente do “New York Times” no Brasil. Em maio de 2004, o governo brasileiro manifestou a intenção de expulsá-lo do país, incomodado com uma reportagem, de autoria de Rother, que fazia referência a suposto hábito do presidente de ingerir bebida alcoólica. Barreto ajudou a convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem tem relação próxima, a desistir desse ato.



Os cargos ocupados por Barreto no ministério envolvem questões de estrangeiros: ele começou como chefe da Divisão de Nacionalidade e passou pela Divisão de Permanência de Estrangeiros, até assumir o cargo de Diretor do Departamento de Estrangeiros. No governo Lula, chegou à Secretaria Executiva do ministério. Foi o redator do anteprojeto de Lei de Imigração e Naturalização, que está no Congresso.



A indicação de Barreto tem o dedo do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que sugeriu seu nome a Lula. O deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), um professor de Direito e atuante parlamentar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, também era cotado para o cargo.



Ele deverá tentar a reeleição para o Congresso.



Também envolvido nas ações de combate à pirataria, Barreto acompanhou nas últimas semanas a confecção e comercialização de DVDs do filme “Lula, o filho do Brasil”.



Um assessor comprou uma fita pirata da biografia sindical do presidente, num bar, em Brasília, e pediu à Polícia Federal providências para tentar localizar os responsáveis. Ele estava preocupado também com a qualidade do filme, que apresentava imagens péssimas e diálogos quase inaudíveis.



A cópia era uma filmagem de uma sessão de exibição da fita no cinema.



— Em termos de qualidade, foi a pior cópia pirata que passou pelo ministério — disse Barreto, há um mês, logo após assistir à cópia do filme.



Com a ascensão de Barreto, não serão feitas grandes mudanças nos cargos principais e estratégicos do ministério. Ele deverá manter os principais assessores e secretários que trabalham com Tarso.




O Globo

 
 

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